FZB-BH realiza manejo de abelhas para segurança e conservação
dez02

FZB-BH realiza manejo de abelhas para segurança e conservação

Ótimo trabalho realizado pela Fundação Zoo-Botânica de BH! “A captura de abelhas e a realocação de suas colmeias e ninhos em locais mais apropriados também fazem parte das estratégias de proteção da fauna polinizadora adotadas pela Fundação Zoo-Botânica de BH. Neste sentido, a instituição conta com a Comissão de Prevenção de Acidentes com Abelhas e Marimbondos (CPAAM), responsável pelo manejo desses animais.” Para ler o artigo completo acesse:...

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A polinização no Brasil e no mundo
mar02

A polinização no Brasil e no mundo

As abelhas e a polinização Na maioria dos ecossistemas mundiais, as abelhas são os principais polinizadores (BIESMEIJER & SLAA, 2006). Estudos sobre a ação das abelhas no meio ambiente evidenciam a extraordinária contribuição desses insetos na preservação da vida vegetal e também na manutenção da variabilidade genética (NOGUEIRA-COUTO, 1998). Estima-se existir cerca de 20.000 espécies de abelhas, contudo este número pode ser duas vezes maior, sendo necessário realizar estudos de levantamento das abelhas e as interações abelha-planta nos diversos biomas (ROUBICK, 1992). Entretanto, devido à redução das fontes de alimento e locais de nidificação, ocupação intensiva das terras e uso de defensivos agrícolas, as populações de abelhas silvestres têm sido reduzidas drasticamente, colocando em risco todo o bioma em que vivem. Uma das dificuldades em se promover a conservação das abelhas é a falta de conhecimento sobre as mesmas. Nas regiões tropicais, as abelhas sociais (Meliponina, Bombina e Apina) estão entre os visitantes florais mais abundantes (HEITHAUS, 1979; ROUBIK, 1992; BAWA, 1990). No Brasil, as abelhas sem ferrão (Meliponina) são responsáveis pela polinização de 40 a 90% das espécies arbóreas (KERR et. al., 1996); dessa forma, a preservação das matas nativas é dependente da preservação dessas espécies. O que é polinização? A polinização é a transferência de grãos de pólen das anteras de uma flor para o estigma (parte do aparelho reprodutor feminino) da mesma flor ou de uma outra flor da mesma espécie. As anteras são os órgãos masculinos da flor e o pólen é a gameta masculino. Para que haja a formação das sementes e frutos é necessário que os grãos de pólen fecundem os óvulos existentes no aparelho reprodutor feminino. A transferência de pólen para o estigma pode ocorrer das anteras para o estigama da mesma flor ou de flor diferente, mas na mesma planta (autopolinização) ou pode ser feita de uma flor para outra em plantas diferentes (polinização cruzada). Como ocorre a polinização? A transferência de pólen pode ser através de fatores bióticos, ou seja, com auxílio de seres vivos, ou abióticos, através de fatores ambientais, esses fatores pode ser: vento (Anemofilia), água (Hidrofilia); insetos (Entomofilia), morcegos (Quiropterofilia), aves (Ornitofilia). Para atrair os agentes polinizadores bióticos as espécies vegetais oferecem recompensas, pólen, néctar, óleos ou mesmo odores, utilizadas na alimentação ou reprodução dos animais. Contudo, nem todos os animais que procuram as recompensas atuam como polinizadores efetivos, muitos visitantes são apenas pilhadores oportunistas, que roubam a RECOMPENSA sem exibir um comportamento adequado para realizar uma polinização eficiente. Anos de co-evolução entre planta e agente polinizador, favoreceram umas adaptações morfológicas, fisiológicas e comportamental, que algumas vezes tiveram como conseqüência uma dependência tão estreita que a extinção...

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Estudo desvenda variabilidade genética das abelhas brasileiras
fev27

Estudo desvenda variabilidade genética das abelhas brasileiras

Chamadas no semiárido nordestino de “rainhas do sertão”, as abelhas jandaíras (Melipona subnitida) produzem um mel conhecido pelas propriedades medicinais e que serve de complemento para a renda de pequenos criadores. Porém, o extrativismo sem controle dos meleiros, o desmatamento e o uso de agrotóxicos nas lavouras têm colocado em risco o reinado da espécie, ameaçada de extinção. Buscando uma forma de conservar essas importantes polinizadoras, cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de Dalhouse, no Canadá, se uniram para mapear a diversidade genética do inseto. O estudo, publicado recentemente no jornal científico Conservation Generitcs Resources, servirá de base para conhecer as populações e áreas que mais necessitam de atenção. A pesquisa, pioneira no zoneamento baseado no sequenciamento do genoma de uma espécie silvestre brasileira, é fundamental para conhecer a relação das jandaíras com outras existentes no Brasil e no mundo e, assim, abrir novos campos de pesquisa. Existem cinco variedades de abelhas-sem-ferrão, como as jandaíras, na lista de animais em perigo de extinção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Responsáveis por 30% a 60% da polinização das plantas da caatinga, do Pantanal e de manchas da Mata Atlântica, elas também são o sustento para famílias que complementam a renda com comercialização do mel. “O desaparecimento dessas espécies provocaria a extinção de plantas nativas e, consequentemente, de toda a cadeia alimentar e produtiva dependente delas”, explica Fabio Diniz, pesquisador da Embrapa Meio-Norte (PI), sobre a importância do trabalho. Sequenciamento A partir do DNA retirado do tórax de cinco abelhas coletadas no Nordeste, os especialistas escolheram a amostra com maior quantidade e qualidade de genes. Em seguida, foi realizado o sequenciamento gênico desse material, que consiste em descobrir em que ordem estão dispostos os nucleotídeos (adenina, guanina, citosina e timina). O estudo permitirá aos cientistas definir marcadores moleculares que fornecerão informações sobre as funções físicas e químicas, a capacidade reprodutiva e a eficiência do sistema imunológico dos organismos. O estudo na preservação de abelhas-sem-ferrão levou sete meses para ser concluído e abrirá precedentes para a construção de estratégias de manejo. Atualmente, essas espécies sofrem com a dificuldade de aumentar sua variabilidade genética devido ao pequeno raio de alcance que têm, dificultando o contato entre colônias distantes. O professor Fernando Rodrigues, do Departamento de Genética da Universidade de Brasília, explica: “O zoneamento (ou mapeamento) da diversidade genética é essencial para a conservação. Se ela diminui dentro de uma espécie, a capacidade de adaptação é reduzida, e isso coloca em risco sua existência”. Por isso, é importante propiciar o encontro de diferentes colmeias. Quanto maior for a diversidade genética dos indivíduos, menor...

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Desmatamento na Amazônia aumenta 169% em janeiro, aponta Imazon
fev27

Desmatamento na Amazônia aumenta 169% em janeiro, aponta Imazon

O ano já começa com péssimos indicadores na Amazônia Legal, área que compreende nove estados brasileiros e corresponde a quase 60% do território brasileiro. Segundo boletim do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), foram detectados 288 km² de desmatamento na região em janeiro de 2015, um aumento de 169% em relação ao mesmo período do ano passado, quando este número foi de 107 km². A extensão da destruição ambiental pode ser ainda maior, já que quando foi realizado o levantamento, metade da área florestal da Amazônia Legal estava coberta por nuvens, o que reduziu a capacidade de detecção do desmatamento e da degradação florestal na região. Os estados do Mato Grosso (75%) e Pará (20%) são os que apresentam maiores áreas de derrubada de florestas para uso do solo em outras atividades (também conhecido como corte raso). Os municípios mais desmatados foram: Feliz Natal (MT) e Altamira (PA) – Altamira é onde está sendo construída a Usina de Belo Monte. De acordo com o estudo do Imazon, 80% do desmatamento ocorreu em áreas privadas, 12% em Assentamentos de Reforma Agrária e 7% em Unidades de Conservação. Somente 1% foi registrado em Terras Indígenas. Foi registrado um crescimento ainda maior no índice de terras degradadas, aquelas onde a floresta não é inteiramente suprimida, mas intensamente explorada pela atividade madeireira ou queimadas. Foram detectados 389 km² de matas degradadas, um salto de 1.116%, em comparação a janeiro de 2014. Segundo o instituto, toda esta degradação aconteceu no Mato Grosso. Durante todo segundo semestre de 2014, o SAD revelou que – mês a mês – a Amazônia está sendo mais e mais desmatada. De acordo com o relatório “O Futuro Climático da Amazônia”, elaborado pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, entre 1975 e 2013, foram desmatados a corte raso 762 mil km² de floresta – isto é o mesmo que três estados de São Paulo e duas Alemanhas.   Fonte: Veja.abril.com.br 27/02/2014...

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Um “respiro” para a floresta
fev27

Um “respiro” para a floresta

A Polícia Federal prendeu, no último final de semana, Ezequiel Castanha, considerado o maior desmatador da Amazônia No último sábado a Polícia Federal prendeu, em Novo Progresso, no Pará Ezequiel Antônio Castanha, um conhecido contraventor ambiental, considerado um dos maiores grileiros e desmatadores do Brasil. A prisão foi mais um dos desdobramentos da “Operação Castanheira”, deflagrada no ano passado. De acordo com o pedido de prisão preventiva expedido pela justiça do Pará, Ezequiel é acusado por crimes como invasão de terras públicas, desmatamento de Unidades de Conservação, furto de bens da União, falsidade ideológica, além de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Castanha acumula, ainda, uma dívida que passa de R$ 30 milhões em multas ambientais. O bando atuava no município de Novo Progresso-PA, principalmente ao longo da rodovia BR-163, grilando e desmatando terras públicas para depois vendê-las. Na região, Ezequiel liderou por muito tempo o movimento contra a criação da Floresta Nacional (Flona) Jamanxim, junto com Giovany Marcelino Pascoal – também preso na Operação Castanheira. Operações como essa, que identificam e penalizam pessoas que cometem crimes contra a floresta, são importantes no combate ao desmatamento, mas, isoladas, não resolvem o problema.  A Amazônia vem sendo ameaçada por vários fatores, geralmente conectados entre si, como a grilagem, desmatamento, exploração ilegal de madeira e avanço do agronegócio sobre as áreas de floresta. Para piorar, a bancada ruralista no Congresso Nacional vem atuando fortemente para enfraquecer a legislação que garante proteção à floresta e seus povos, em um claro ataque às áreas protegidas eterras indígenas. O objetivo é abrir essas áreas aos seus interesses econômicos – ou tirá-los do caminho de vez. A impunidade, aliada à histórica ausência de Estado na Amazônia, tem perpetuado o ciclo vicioso de destruição da floresta. Fim do desmatamento exige mudanças profundas Apesar da ótima notícia para o meio ambiente, sabemos que, com o profundo problema de falta de governança na Amazônia, é bem possível que outras “gangues” ocupem rapidamente a lacuna deixada por Castanha sem serem incomodadas. A grilagem de terras tem sido uma prática comum ao longo de todo o processo de ocupação da Amazônia, que apresenta situação fundiária  crítica e caótica. Na tentativa de promover a regularização fundiária, o governo lançou, em 2009, o programa Terra Legal, criado para regularizar antigas ocupações na Amazônia. O programa abriu espaço para a obtenção de títulos de terras que foram griladas e desmatadas ilegalmente, agravando ainda mais o problema. É um cenário que combina a ação de “mestres” em burlar a lei com brechas legais, ausência de fiscalização e falta de capacidade da justiça para tratar tantos crimes juntos. É preciso que governos e toda a...

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