Técnicas Meliponicas – Transferência Jataí
abr23

Técnicas Meliponicas – Transferência Jataí

Eu tenho como prática de manejo colocar as colmeias de abelhas mais sensíveis, á variações de temperaturas, dentro de caixas feitas de isopor (EPS) de 100 litros. Assim, consigo manter duas ou mais colmeias da mesma espécie sob temperatura controlada com aquecimento. Em uma dessas caixas de isopor, onde continha somente uma colmeia de Melipona bicolor (a outra colmeia tinha sido doada), tive o prazer de ver chegar uma enxameação natural da abelha Jataí (Tetragonisca angustula). As abelhas simplesmente invadiram a caixa por um dos dutos (eletroduto flexível) de entrada e se instalaram no piso da caixa de isopor. Dois meses após a nidificação, comecei a preparar a transferência do enxame para uma caixa racional “modelo Novy” para essas abelhas, que possuem potes de alimentos de, em média, 2 cm de altura. Começava assim mais uma das minhas aprendizagens meliponicas. Abrindo o invólucro, pude ter uma noção geral do tamanho e quantidade dos discos de crias, bem como dos depósitos de alimentos. Decidi então colocar o enxame em uma caixa “modelo Novy” feita de concreto espumoso. Cada pavimento possuía as medidas de 25 cm de diâmetro externo (20 cm interno) X 3 cm de altura (2 cm internos). O espaço total reservado á área das crias, com os três pavimentos, era de 10 cm de diâmetro X 9 cm de altura, quando o enxame alcança o pleno desenvolvimento. Como não possuía todos os pavimentos necessários, tive que improvisar utilizando um prato plástico de 22 cm de diâmetro X 3 cm de altura (desses utilizados para colocar vasos de plantas) como o primeiro pavimento. Coloquei alguns pedaços de invólucro no fundo do prato para receber os discos de crias. Após a transferência dos discos de crias, o segundo pavimento foi colocado sobre o prato plástico que servia (temporariamente) como primeiro pavimento. Foi então que percebi que teria dificuldades para realizar a transferência dos potes de alimentos. Pensando melhor, resolvi tentar uma prática que ainda não havia feito: deixar que as abelhas carregassem, sozinhas, os potes de alimentos para dentro da caixa, já que eu sabia que elas sempre colocavam os potes de alimentos perto da área das crias, isso quando existia espaço. Veja abaixo na Foto 07: A entrada do segundo pavimento da caixa foi direcionado para ficar próximo ao duto (eletroduto flexível) de entrada da caixa de isopor, por onde as abelhas tinham acesso ao exterior. Esperava assim que as abelhas carregassem os potes de alimentos para dentro da colmeia, evitando o derramamentos de alimentos e o possível aparecimento dos terríveis forideos. Agora era ter paciência e esperar para ver o que ia acontecer. Tinha receios sobre o que...

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Resgate abelha Arapuá (Trigona spinipes)
jan05

Resgate abelha Arapuá (Trigona spinipes)

Nesta terça feita  03/01/2017, Eurico e Vinícius compareceram ao bairro Piratininga – Belo Horizonte – MG para resgatar uma colônia de abelha Arapuá (Trigona spinipes). Foi solicitada ajuda à AME-Minas pois as abelhas estavam em local de grande movimento e incomodavam muito as pessoas e os bombeiros que foram acionados previamente disseram que não poderiam fazer a remoção. Após escurecer foi iniciado o processo de resgate. Foi tampada a entrada da colônia com palha de aço e podados alguns galhos da goiabeira para expor melhor a colônia. Depois, com um saco plástico que continha um respiradouro, a colônia foi envolvida antes de ser cortado o galho que servia de suporte. Cortado o galho com a colônia, ambos foram transportadas para o novo local. Com a remoção do um enxame que provavelmente seria queimado ou envenenado se não fosse resgatado, a AME-Minas começa bem o ano colocando em prática seu principal objetivo que é a preservação das abelhas nativas sem ferrão, independente da espécie! O trabalho de resgate não pôde ser filmado/fotografado porque foi feito a noite mas seguem algumas fotos de onde estava a colônia e de seu novo local, agora em segurança e sem riscos.  ...

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FZB-BH realiza manejo de abelhas para segurança e conservação
dez02

FZB-BH realiza manejo de abelhas para segurança e conservação

Ótimo trabalho realizado pela Fundação Zoo-Botânica de BH! “A captura de abelhas e a realocação de suas colmeias e ninhos em locais mais apropriados também fazem parte das estratégias de proteção da fauna polinizadora adotadas pela Fundação Zoo-Botânica de BH. Neste sentido, a instituição conta com a Comissão de Prevenção de Acidentes com Abelhas e Marimbondos (CPAAM), responsável pelo manejo desses animais.” Para ler o artigo completo acesse:...

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Falta de Umidade
nov20

Falta de Umidade

Tenho visto nos grupos de Meliponicultura em que participo, pessoas pedindo ajudas sobre possíveis problemas apresentados em suas colmeias. É comum o pedido vir acompanhado de fotos mostrando uma colônia em decadência, apresentando potes de alimentos (para mostrar que não é fome) e poucas abelhas com a “suposta” rainha. Geralmente surgem opiniões e sugestões relacionando como possíveis motivos do mal desenvolvimento da colmeia, o contato das abelhas com defensivos agrícolas e/ou fumacê, etc. Não sou a favor dos produtores de defensivos, nem quero aqui defendê-los. Mas tenho pensado muito nos últimos anos, e me questionado, se a culpa desse “mal desenvolvimento” é provocado pelo suposto contato das abelhas com esses venenos. A seguir eu apresento fotos de uma colmeia (modelo “Novy”) de Uruçú Amarela (Melipona mondury) em que pode ser visto vários potes de alimentos e os discos de crias falhados. Diante desse problema, Inicialmente eu me lembrava das palavras do meu Mestre Cappas, onde esse muitas vezes relacionava as falhas nos discos de crias com “a eliminação de castas indesejadas pelas abelhas”. Acontece que a minha lida com as abelhas diariamente, num certo momento, me alertou sobre a possibilidade de baixa/alta temperatura e eu me esforcei em eliminar, ou contornar, essas variações. Muitas vezes o problema continuava ou voltava a aparecer, o que colocava em cheque essa minha teoria. Depois surgiu então a possibilidade da baixa umidade. Comecei então a “testar” manejos que pudessem eliminar essa possibilidade e os resultados me parecem satisfatórios. Então penso que o problema do mal desenvolvimento das caixas, que normalmente acontecem no inverno, nas maiorias das vezes funciona assim: No inverno a umidade relativa do ar geralmente é baixa, então o material das caixa começa a perder umidade para o ambiente exterior. Isso acontecendo, a colonia de abelhas começa também a perder umidade o que acaba diminuindo drasticamente a umidade interna da colonia. Assim, com a baixa umidade, os ovos e/ou as larvas novas começam a se desidratarem e acabam morrendo. As abelhas então começam a retirar esses ovos e/ou larvas e jogam para fora da caixa ao fazerem a faxina diária, o que resulta no que, acredito, está acontecendo na colonia das fotos abaixo. Se o meliponicultor não tem acesso frequente ás suas colonias de abelhas e/ou não presta atenção ao que está acorrendo é normal acontecer (se a umidade externa não aumentar) de se encontrar no final do processo a suposta rainha (suposta porque muitas vezes o que acontece é que uma as abelhas na tentativa de resolverem o problema, eliminam a rainha, e então surge uma princesa que não encontrando condições ideais não consegue ser fecundada e, se fecundada, não...

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AME-Minas irá participar da  67º Exposição Nacional de Orquídeas
abr12

AME-Minas irá participar da 67º Exposição Nacional de Orquídeas

A Associação de Meliponicultores  de Minas Gerais irá participar da  67º Exposição Nacional de Orquídeas com a oportunidade de apresentar ao publico um pouco das abelhas Euglossini, que são de grande importância na polinização de orquídeas. E também as demais abelhas sem ferrão que também polinizam as espécies de árvores da Mata Atlântica, levando o pólen de uma flor para outra e permitindo, assim, a fecundação e produção da semente....

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